quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Moradores reclamam da demora de entrega de imóvel em Rio Preto, SP


Construtora é responsável por grande parte do Minha Casa, Minha Vida.
De 2007 para cá, MRV acumulou 261 processos na justiça.


 Do G1 Rio Preto e Araçatuba

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O que era para ser motivo de alegria e a realização de um sonho virou uma tremenda dor de cabeça em São José do Rio Preto (SP). Muita gente que pagou por um apartamento, não consegue se mudar porque a construtora tem pendências com o banco financiador.
Com o sonho da casa própria, a corretora de imóveis Vânia Viana colocou todos os móveis no caminhão de mudança e deixou o imóvel onde pagava aluguel. Mas, no meio caminho, teve uma surpresa nada agradável: a construtora adiou a entrega do apartamento. “Cada dia que você liga na construtora é uma previsão diferente e você não tem mais uma data exata porque eles não passam”, afirma.


O jeito foi trazer tudo para a casa da mãe. As roupas ainda estão encaixotadas, tudo amontoado em um canto da casa. Para dormir, Vânia e a filha dividem um pequeno espaço, no chão da sala. “Estou nesta situação desde o início de dezembro, quando coloquei minhas coisas em uma transportadora. Há quase dois meses estou dormindo no chão esperando a construtora entregar o imóvel”, diz.

A construtora é responsável por grande parte dos empreendimentos do programa de moradia popular do governo federal, o Minha Casa, Minha Vida. Mas, recentemente, foi proibida pela Caixa Econômica Federal de abrir novos financiamentos pelo banco. De 2007 para cá, só em Rio Preto, a empresa acumulou 261 processos na justiça, sendo que 46 ações ainda estão em andamento.
E se depender do farmacêutico Bruno Simonato da Silva, a lista de reclamações na justiça vai ficar ainda maior. O farmacêutico já teve a entrega das chaves adiada por três vezes. “Eles alegam um problema de documentação do empreendimento. Eles falam que foi para Caixa, voltou, está em cartório e cada dia que você liga lá eles dão um prazo. Não queremos prazo, queremos o apartamento”, afirma o farmacêutico.
Dos 47 apartamentos do condomínio, 12 estão sendo habitados. Bruno já pagou 30% do imóvel e, mesmo sem morar aqui, é o síndico de prédio. O único problema que não consegue resolver é o dele. “Vou me casar agora em maio e preciso do empreendimento porque moro de aluguel. Preciso entrar no apartamento e fica aí o apelo para eles entregarem”, diz.
A construtora responsável pela obra informou que o processo de registro demorou mais tempo do que o previsto porque foi necessário alterar na documentação o nome da rua onde está localizado o imóvel. Ainda de acordo com a construtora, os clientes que não assinaram o contrato vão ter que aguardar ainda 90 dias.

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