sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PDG deverá receber 436 milhões de aporte

Gestora Vinci Partners vira maior acionista da PDG

Gestora de recursos de Gilberto Sayão deverá injetar 436 milhões de reais no caixa da companhia

Operários em obra da construtora PDG
       Vinci Partners aumenta participação na PDG Realty (Eduardo Monteiro)

VEJA      A gestora de recursos Vinci Partners será mesmo a maior acionista da incorporadora PDG, uma das líderes entre as empresas imobiliárias de capital aberto. Na terça-feira, as informações preliminares da transação proposta pela Vinci para se tornar sócia da PDG e injetar 436 milhões de reais no caixa da companhia indicavam que as condições mínimas estabelecidas pela gestora já estavam garantidas. Os dados consolidados sobre o negócio serão divulgados na quinta-feira.


A primeira medida da Vinci à frente da PDG será indicar um novo presidente. O nome saiu dos próprios quadros da gestora: o executivo Carlos Piani, de 38 anos. Ele era responsável pela área de private equity da Vinci Partners, que tem participação em empresas como a distribuidora de energia Cemar, a seguradora Austral e a rede de fast-food Burger King. O nome dele será submetido ao conselho de administração nasexta-feira para substituir José Grabowsky, um dos fundadores da PDG.
Os laços da Vinci com a PDG remontam à origem da empresa. A incorporadora nasceu em 2003 como um braço de investimentos imobiliários do banco Pactual - na época, comandado pelos banqueiros André Esteves e Gilberto Sayão, esse último, fundador da Vinci. A gestora já teve uma participação superior a 10% na PDG, mas vendeu sua fatia ao longo de 2010 e 2011. Com a saída da Vinci, a PDG se tornou uma “corporation”, ou seja, com 83% do seu capital nas mãos de investidores com participações inferiores a 5%. Em maio, a Vinci propôs uma complexa operação financeira para voltar, que previa a emissão de um conjunto de novas ações e debêntures no mercado, no valor total de 799,98 milhões de dólares.
Para levar adiante o investimento, a Vinci colocou uma condição: a de comprar no mínimo 54,8% dos novos papéis, no valor de 436 milhões de dólares, sendo que os acionistas minoritários da PDG teriam prioridade nessa compra. Na terça-feira, ao acompanhar a adesão dos demais investidores, a Vinci teve certeza de poderia ficar com mais da metade dos papéis. Nem a gestora, nem a companhia falaram sobre o assunto. 

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